• Imagens e relatos de um sertão desconhecido: organização e tratamento técnico do acervo de Acary de Passos Oliveira

    Imagens e relatos de um sertão desconhecido: organização e tratamento técnico do acervo Acary de Passos Oliveira, foi elaborado e é coordenado por Rosani Moreira Leitão e Gustavo Oliveira Araújo, respectivamente coordenadores de Antropologia e de Museologia do Museu Antropológico. O objetivo desta pesquisa é organizar e tornar público um importante acervo do professor, sertanista e primeiro diretor do Museu, Acary de Passos Oliveira, constituído de fotografias, slides, correspondência e diários de campo, recentemente doado ao Museu por uma de suas filhas, Ana Cristina Delgado de Oliveira.

  • Apresentação

    O projeto tem como objetivo organizar, digitalizar, divulgar e disponibilizar acervo referente aos mais de 40 anos de experiência de Acary de Passos Oliveira como sertanista e indigenista e ainda como primeiro diretor e um dos fundadores do Museu Antropológico, órgão suplementar da Universidade Federal do Goiás, criado em junho de 1969 e inaugurado em 5 de setembro de 1970.

    O Museu Antropológico é uma instituição sem fins lucrativos, aberta ao público e se destina à coleta, inventário, documentação, preservação, segurança, exposição e comunicação de seu acervo. Foi criado por iniciativa de professores do então Departamento de Antropologia e Sociologia (DAS) da UFG, vinculado ao antigo Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), a partir da realização de uma pesquisa no Parque Indígena do Xingu que resultou nas suas primeiras coleções etnográficas. Em relatório remetido à Profa. Lena Castelo Branco, na ocasião diretora do ICHL, o grupo de professores sugere um plano de pesquisa com o objetivo de estudar as populações do Xingu e criar um museu antropológico na UFG. Participaram dessa viagem o próprio Acary de Passos (primeiro diretor do museu) e outros professores, entre eles Vivaldo Vieira da Silva e Antônio Theodoro da Silva Neiva, já falecidos, além do Pe. José Pereira de Maria, atualmente professor aposentado pela UFG. Assim, a princípio, esse espaço cultural foi proposto para salvaguardar a cultura material indígena da Região Centro-Oeste do Brasil.

    Atualmente, o Museu Antropológico tem por objetivo apoiar e desenvolver a pesquisa antropológica interdisciplinar, da qual se origina o acervo nele existente e à sua organização, focalizando o estudo do modo de vida do homem na Região Central do Brasil, suas manifestações culturais e suas identidades. Desse objetivo decorrem suas ações de inventário, documentação, conservação, segurança, preservação, divulgação do conhecimento científico e comunicação de seu acervo a partir de recursos expográficos e de ações educativo-culturais.

    A presente proposta foi delineada considerando as linhas de ação do Museu, conforme os princípios da política nacional de museus e do programa memória e cidadania e suas linhas de apoio às instituições museológicas. Visando à promoção, valorização, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro, sobretudo no que se refere aos seguintes eixos temáticos: democratização e acesso aos bens culturais e aquisição e gerenciamento de acervos museológicos. Segue abaixo uma breve descrição do objeto da proposta e caracterização do acervo mencionado

    Acary de Passos Oliveira foi sertanista no contexto dos esforços oficiais de interiorização do país. Assim, atuou em várias expedições do projeto Marcha para o Oeste (projeto político do governo de Getúlio Vargas) e fez parte da Expedição Roncador-Xingu nos anos de 1943 e 1944, juntamente com os irmãos Villas-Boas, atuando ativamente junto à Fundação Brasil Central. De 1957 a 1965, Acary integrou a Comissão de construção de Brasília e foi designado para assessorar o Presidente da Fundação Brasil Central, sendo responsável pela Operação Bananal.

    Em setembro de 1969 o Museu Antropológico foi criado e foi inaugurado no ano seguinte (em 05 de setembro de 1970), quando Acary de Passos assume a sua direção onde também atuará como pesquisador até 1982. Por mais de quatro décadas manteve contatos com as populações indígenas do Centro-Oeste. Das muitas viagens feitas às aldeias dos estados de Goiás (antes da divisão que resultou na criação de estado do Tocantins) e de Mato Grosso, resultou um rico acervo documental, constituído de cadernos de campo com conteúdos variados (diários, vocabulários, descrições etnográficas de utensílios domésticos, armas, adornos e rituais, bem como de mitos, lendas e outras narrativas) e registros audiovisuais (imagens fotográficas, slides, negativos de fotografias e fitas K-7), contendo gravações diversas. Faz ainda parte deste acervo uma vasta correspondência em forma de cartas trocadas inclusive com os irmãos Villas Boas, conhecidos sertanistas e indigenistas e importantes protagonistas da criação do Parque Indígena do Xingu. O seu acervo foi doado a diferentes instituições e grande parte encontra-se no Museu Antropológico. Parte do mesmo foi doada por ele próprio e outra parte chegou ao Museu recentemente através de doação feita por uma filha sua. Entre outros documentos encontram-se sob a guarda do Museu Antropológico 19 cadernos manuscritos; 6 fitas K-7; 776 slides; 110 imagens de pinturas, desenhos e grafismos de autorias indígenas; 2.484 imagens incluindo fotos, negativos e postais que representam boa parte das diferentes sociedades indígenas com as quais ele teve contato. Também fazem parte do acervo recebido recentemente, como doação, 10 encadernações de capa dura contendo cópias de entrevistas concedidas por Acary ou matérias publicadas em diferentes jornais diários e outros meios impressos, referentes a notícias e assuntos ligados à sua trajetória profissional e pessoal, colecionadas e organizadas por ele próprio ou por seus familiares.

  • Coordenador de pesquisas

    Rosani Moreira Leitão

    Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás (Bacharelado – 1991 e Licenciatura – 1992), mestre em Educação pela Universidade Federal de Goiás (1997) e doutora em Antropologia pela Universidade de Brasília (2005). Atualmente é Coordenadora da Divisão de Antropologia do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás. Tem experiência nas áreas de Antropologia e educação, atuando principalmente nos seguintes temas: etnologia indígena, educação e sociedades indígenas, estudos comparados sobre América Latina, etnografia e educação, patrimônio cultural e educação intercultural. Atuou e atua como pesquisadora em vários projetos de pesquisa e extensão e realizou pesquisas etnográficas com povos indígenas no Brasil e no México: Avá-Canoeiro, Terena, Purhépecha e Karajá.

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1983245441436723

    Gustavo de Oliveira Araújo Possui graduação (bacharelado e licenciatura) em História pela Universidade Federal de Goiás (2006). Tem experiência na área de História com ênfase em História Latino-Americana. Pós-graduação Lato Sensu em História Cultural – UFG. Atualmente é coordenador da Coordenação de Museologia do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás.

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0689814076844106

  • Integrantes

    • Michelle de Nogueira Resende

    Lattes: http://lattes.cnpq.br/4775798663518981

    • Brisa Evangelista de Queiroz

    Lattes: http://lattes.cnpq.br/4256770049642787

    • Pedro Henrique Martins Silva

     

    • Roberta Rodrigues de Souza Góes

     

    • Thuani Gonçalves da Costa

    Lattes: http://lattes.cnpq.br/3442895018659059

  • Vínculos

    Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM

  • Produções

    Nenhuma produção encontrada para este projeto.

  • Patrocínio

  • Galeria de imagens